Comunidade Católica Brasileira em NYC

Igreja Nossa Senhora da Pompeia

ação, amizade, alegria, oração, vida, fé

Igreja Nossa Senhora da Pompéia
25 Carmine Street
Manhattan, NYC [ Ver mapa ]
Tel: 212.989.6805
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  • LITURGIA DO MÊS DE SETEMBRO 2010
    ORAÇÃO DO MÊS DE SETEMBRO

    Ó Deus, no início deste mês  coloco diante dos meus olhos a Bíblia! Louvo-te  por tudo o que esta palavra tem operado na história da minha vida.Mas também te suplico a necessária sensibilidade para captar sempre de novo a tua presença em cada Palavra Sagrada: Que meus ouvidos estejam mais atentos para ouvir em meio a tantas palavras a tua voz!

    Que meus olhos contemplem a tua misteriosa presença por detrás de cada palavra lida e meditada! Que minha boca proclame com fé  e anuncie a verdade do Reino que teu filho anunciou. Senhor, como São Francisco de Assis no Monte Alverne, quero  abrir teu Sagrado livro em nome da Santa Trindade para, de coração sincero, imitar teu Filho Jesus em todos os atos da minha vida e me conformar a Ele em todos os passos do meu viver. Amém

    LITURGIA

    :: Domingo, 5 de setembro de 2010.
    23º Domingo Comum (Cor Verde)

    Jesus veio viver entre nós e nos ensinar a divina sabedoria.
    Ele nos aconselha: tenha você cada irmão ou irmã como se fosse seu próprio coração. Amem a mim, amando seus irmãos e irmãs. A Eucaristia é a melhor acolhida que podemos dar a Jesus. Queiramos amar esse Jesus hoje. Busquemos essa divina força para poder amar o próximo. Pai bondoso, em vosso Filho Eucarístico, “dai ao nosso coração essa vossa sabedoria”.

    LITURGIA DA PALAVRA
    Deus nos fala

    A sabedoria de Deus dá sentido a nossas vidas. E Jesus é sábio porque colocou o amor aos irmãos acima de tudo, acima até mesmo da própria vida. Por causa de nós, Ele renunciou a tudo e nos ama como se fôssemos seu próprio coração. Vamos assumir essa sua sabedoria, para sermos seus continuadores e discípulos.

    Primeira Leitura (Sb 9,13-18) - Prece para obter a sabedoria, a prudência.Responsório (Sl 89)Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós!
    Segunda Leitura (Fm 9b-10.12-17) - Intercessão de Paulo a favor de Onésimo.
    Evangelho (Lc 14,25-33) - Renunciar a tudo para seguir  Jesus.


    :: Domingo,12 de Setembro de 2010.
    24º Domingo Comum(Cor Verde)

    A Alegria que vem do Céu!A Bíblia mostra maneiras diferentes de Deus agir. No Antigo Testamento, Ele ameaçou exterminar o povo quando deixaram de seguir suas leis. Já em o Novo Testamento, através do Filho Jesus, o Pai acolhe os pecadores e chega mesmo a ir ao seu encontro. A revelação de Jesus, acontecida na plenitude dos tempos, nos ensina que o Senhor não quer a morte do pecador e espera com paciência que ele se converta, se arrependa e viva.

    LITURGIA DA PALAVRA
    Deus nos fala

    Deus, com infinita paciência, nos procura e nos oferece reconciliação e vida plena. Quando alguém acolhe essa graça e muda de comportamento, livrando-se do caminho errado, há muita alegria e festa no céu. Deus é paciente, não só nos espera, mas vai à nossa procura.

    Primeira Leitura (Êx 32,7-11.13-14) - Moisés intercede pelo povo culpado de idolatria.Responsório (Sl 50)Vou, agora, levantar-me, volto à casa do meu pai.
    Segunda Leitura (1Tm 1,12-17) - Paulo, objeto das atenções de Deus.
    Evangelho (Lc 15,1-32) - Ovelha perdida,; moeda perdida; filho pródigo.


    :: Domingo,19 de Setembro de 2010.

    25º Domingo Comum(Cor Verde)

    Não podeis servir a dois senhores! A Campanha da Fraternidade nos colocou diante deste alerta de Jesus: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro!”. O dinheiro somente serve a Deus, quando é usado para promover a vida e para criar uma convivência fraterna e justa. Caso contrário, o dinheiro sempre afasta de Deus, porque é causa de dolorosas injustiças. E Deus nos pedirá contas da nossa administração. Que nossa escolha seja a de servir somente a Deus, na Liturgia e também na economia.

    LITURGIA DA PALAVRA
    Deus nos fala

    A religião não pode encobrir a injustiça social. E só existe justiça social quando os bens fundamentais para a vida são acessíveis a todos. Se usamos o dinheiro para fazer o bem aos outros, Deus é nosso único Senhor. A Palavra de Deus que vamos ouvir nos ajudará a esclarecer como ser bons administradores dos bens e dos dons que recebemos.

    Primeira Leitura (Am 8,4-7) - Vós que engolis o pobre sereis duramente castigados.Responsório (Sl 112)Louvai o Senhor, que eleva os pobres!
    Segunda Leitura (1Tm 2,1-8) - Oração por todos os homens.
    Evangelho (Lc 16,1-13) - Parábola do administrador – exemplo de esperteza.


    :: Domingo, 26 de Setembro de 2010.

    26º Domingo Comum(Cor Verde)
    Dia da Bíblia

    Decidir-se hoje pelo Reino! As leituras de hoje trazem ensinamentos sobre realidades que se confrontam: riqueza e miséria, gozo e padecimento, salvação e condenação, fechamento e abertura. Como em Dt 30,19 Deus “nos propõe a vida e a morte, a bênção e a maldição”. No dia da Bíblia, a Palavra nos impele a fazer a escolha, decidir hoje pelo Reino. É perigoso deixar para depois, quando poderá ser tarde.

    LITURGIA DA PALAVRA
    Deus nos fala

    Ai dos que só pensam em si mesmos, procurando extrair o máximo prazer dos privilégios materiais, sem ter nenhuma sensibilidade para com os mais pobres e marginalizados. A conversão à solidariedade é para todos e os bens da terra devem promover a vida de toda a família humana.

    Primeira Leitura (Am 6,1a.4-7) - Ai dos ricos devassos!
    Responsório (Sl 145) - Bendize, minha alma, e louva o Senhor!
    Segunda Leitura (1Tm 6,11-16) - Combate pela fé.
    Evangelho (Lc 16,19-31) - Parábola do rico e do pobre Lázaro.


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  • VIDEOS DO MÊS DE SETEMBRO 2010

    Em Setembro celebramos a Independência do Brasil - Porque?





    São Cosme e Damião e Zeca Pagodinho





    ONDE ESTÃO ?????
     




    "THE BIG UNEASY " no niversário do Furacão Katrina.
    O lançamento do documentário "The Big Uneasy", traz luz sobre a responsabilidade de setores do governo americano nas falhas cometidas.




    A privatização da ocupação militar e a retirada das força americanas do Iraque - na perspectiva de quem vive o siege.










    A Privatização da Militarização de Fronteiras, o uso de Drones e suas consequências






    A Lenta Resposta da ONU ao Estupro em Massa de Quase 200 mulheres no Congo


     



     

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Tue
16
Jun
2009

Existe justiça para todos? De 14 a 21 de junho será promovida a 24ª Semana do Migrante.

Written by Serviço Pastoral dos Migrantes - SPM/ Fonte: Revista Missões
altCalcula-se que existam 800 mil imigrantes documentados e cerca de 400 mil sem documentos.

O lema da Semana do Migrante deste ano é uma pergunta que constantemente é feita pelos pobres, pelos migrantes: “Existe justiça para todos?” Está claro para todos nós que não. Mas é preciso insistir neste tema, martelar a questão, pois não podemos nos acostumar com a desigualdade, com a injustiça e com a discriminação social. Como em todos os anos, a Semana do Migrante inspira-se na Campanha da Fraternidade, cujo tema é “Fraternidade e Segurança Pública”, e o lema: “A paz é fruto da justiça”. Uma reflexão que mostra que Segurança Pública é um direito humano e só é possível com justiça social. O direito de ficar é o primeiro clamor, na luta para não ter que migrar. É a luta de populações potencialmente migrantes. Ameaçadas pela invasão do agronegócio, grandes projetos, hidrelétricas, etc, resistem à grilagem de terras, à destruição de seu habitat natural, à destruição de plantas nativas, nascentes e rios. Esta é a luta de ribeirinhos, pescadores, quilombolas, Povos Indígenas, populações tradicionais, contra a dispersão e a destruição de seu território. Uma destruição em nome da economia que provoca migração em massa para as cidades e para o trabalho temporário e precário. Esta é a injustiça básica: expulsão de populações devida aos interesses de mercado e que provoca migração.

Limite da propriedade


1358753517_43e6e7d2f3.jpgNas regiões chamadas “de destino” dos migrantes, a agroindústria da cana-de-açúcar, que tanto matou e mutilou trabalhadores, não pode deixar de ser posta em xeque como modelo de desenvolvimento não sustentável. Como pode tal setor ser modelo se, em todo o Brasil, continua a concentrar terra, explorar trabalhadores, destruir a natureza e ocupar espaços de plantio de alimentos? Segundo a própria indústria, há pelo menos 330 mil cortadores de cana no país, sendo que 135 mil só no Estado de São Paulo.

Então, como ter justiça social no Brasil, sem justiça agrária para responder ao clamor de milhões de sem-terra, sem-teto? A propriedade privada sacralizada favoreceu o latifúndio e este priorizou o agronegócio, em prejuízo do social e do ambiental. A propriedade como direito absoluto segue produzindo despejos judiciais, com destruição de casas, lavouras, e pessoas tendo que ir para as periferias das cidades. Por isso, é preciso apoiar ocupações, assentamentos e somar na Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra, como passo em defesa dos que nela querem trabalhar e produzir alimentos.

Bodes expiatórios

Vivemos num tempo em que o dinheiro vale mais que o ser humano, e este é considerado pelo que tem ou pela capacidade de competir. Por isso, lembramos que Deus não faz acepção de pessoas e que “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes”, conforme o canto de Maria, o Magnificat.

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foto de Sebastião Salgado



Hoje, ao que tudo indica, o preço da crise financeira mundial recairá sobre os pobres. Alguém terá que pagar pela crise do capital. O Estado já está cobrindo rombos de bancos e empresas, desviando dinheiro que serviria para o desenvolvimento social, curiosamente contrariando os dogmas do neoliberalismo.

Enquanto isso, no mundo todo, migrantes estão sendo transformados em bodes expiatórios, acusados de roubar vagas dos trabalhadores locais, provocar rebaixamento de salário e ameaçar a segurança. As campanhas xenófobas desencadeiam violência sobre os migrantes. São criminalizados em vez de serem protegidos pelo sistema de segurança do Estado. Segurança deixa de ser um direito para se transformar num muro social, num aparato de controle, a exemplo dos locais de confinamento de imigrantes na Europa, para monitorar os chamados “extracomunitários”, numa nova versão dos antigos “campos de concentração”. Assim, as fronteiras se erguem e recrudescem, tanto para os que já estão como imigrantes como para os que tentam entrar. Para os que estão, reduz-se a cidadania e os direitos e, para os que chegam, polícia de fronteira, prisão e deportação.

Detidos no exterior
altLá fora, são mais de 4 milhões de brasileiros tentando a sorte. Como a maioria dos migrantes no mundo trabalham mais, recebem menos e não têm direitos trabalhistas e sociais. Para estes, o retorno digno é uma questão de justiça. Pessoas que enviaram parte de seus ganhos ao país de origem para ajudar a família. Com seu trabalho ajudaram tanto o país de destino como o de origem. Então, nada mais justo que um programa social, de reinserção social digna no retorno. No exterior existem cerca de 2.473 brasileiros detidos ou aguardando julgamento e 849 esperando deportação.

Por sua vez, os imigrantes sem documentos que moram no Brasil clamam por justiça. Vivem como “clandestinos” cujo único crime é lutar por sobrevivência digna. Crianças e jovens imigrantes sentem a dificuldade da nova língua, expostos à discriminação, necessitam de uma acolhida que respeite sua diferença cultural e melhore sua autoestima. Os presos e presas imigrantes permanecem sem visitas e sem um acompanhamento jurídico adequado. Em 2004, havia 1.626 presos, sendo cerca de 1.323 homens e 303 mulheres. Na grande maioria com acusações de tráfico de drogas, sendo que também foram usados pelo crime organizado. Alguns como “iscas” para serem presos enquanto a polícia é despistada na entrada de maiores volumes de entorpecente. Calcula-se que existam 800 mil imigrantes documentados e cerca de 400 mil sem documentos.

Enfim, em meio a tantos dados e aspectos que envolvem a migração, não poderíamos deixar de destacar a força de transformação da qual os migrantes e as migrantes são portadores. Por meio de associações, organizações, mobilizações, apontam para um mundo sem fronteiras no qual a cidadania universal deixa de ser apenas utopia para começar a se tornar realidade.

* O Serviço Pastoral dos Migrantes - SPM, é um organismo da CNBB.
Publicado na edição Nº 05 – Junho 2009 - Revista Missões. www.revistamissoes.org.br
Fonte: Revista Missões
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